Faz poucos dias, colocamos no IAASMIN, a IA da IAAS em contato com o mercado.
A proposta era simples: oferecer uma inteligência artificial especializada em dúvidas regulatórias, com foco em temas como CVM, ANBIMA, fundos, gestão de recursos, consultoria, compliance, PLD, suitability, enquadramento de carteiras e obrigações periódicas.
O resultado foi mais revelador do que esperávamos.
Em poucos dias, a IAASMIN recebeu mais de mil registros de interação, sendo 1.025 perguntas de conteúdo, em 209 conversas únicas. Mais do que medir curiosidade sobre inteligência artificial, esses números ajudaram a mostrar algo muito mais relevante: onde o mercado ainda tem dúvidas, onde há fricção operacional e quais temas regulatórios mais consomem tempo dos profissionais.
A primeira leitura é clara. A inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa abstrata e começou a entrar na rotina concreta de quem trabalha no mercado de capitais.
As perguntas feitas à IAASMIN não foram apenas genéricas. Muitas delas tratavam de problemas reais: fundo desenquadrado, carteira administrada, consultoria CVM, ato declaratório, obrigações periódicas, relatórios de enquadramento, CVM 175, limites por ativos, público alvo, ANBIMA, PLD, suitability e governança.
Ou seja, o mercado não está perguntando apenas “o que é inteligência artificial?”.
Está perguntando:
“O que eu faço agora?”
Essa diferença é fundamental.
Durante muito tempo, a tecnologia no mercado financeiro foi vista principalmente como instrumento de automação de processos já conhecidos. Automatizar cadastros, gerar relatórios, consolidar informações, organizar documentos, controlar prazos. Tudo isso segue relevante. Mas a experiência com a IAASMIN aponta para uma camada adicional: a inteligência artificial como apoio à formulação do raciocínio.
Antes de preencher um formulário, alguém precisa entender qual regra se aplica.
Antes de estruturar um produto, alguém precisa saber quais limites existem.
Antes de enviar uma obrigação periódica, alguém precisa descobrir prazo, escopo, responsabilidade e consequência.
Antes de orientar um cliente, alguém precisa organizar a dúvida.
É nesse espaço que a IA começa a ganhar força.
O relatório de uso mostrou que a maior parte das perguntas tinha baixa profundidade. Eram dúvidas curtas, objetivas, conceituais ou de orientação inicial. Isso pode parecer simples, mas é justamente aí que mora boa parte do ganho de produtividade. O mercado perde muito tempo procurando respostas básicas em normas longas, documentos dispersos, políticas internas, e-mails antigos e memórias individuais.
Quando uma IA especializada consegue atuar como primeira camada de triagem, ela reduz o custo da dúvida inicial.
E reduzir o custo da dúvida inicial muda a dinâmica de trabalho.
O profissional não precisa mais partir de uma folha em branco. Ele pode começar com um mapa. Pode testar uma hipótese. Pode pedir uma estrutura. Pode comparar interpretações. Pode transformar uma pergunta aberta em uma lista de próximos passos.
Isso não substitui o julgamento humano. Pelo contrário. Eleva a importância do julgamento humano.
A IA ajuda a organizar o caminho. O profissional continua responsável por validar, interpretar, decidir e assumir responsabilidade.
Outro ponto importante foi a concentração temática. As dúvidas mais recorrentes passaram por CVM 175, fundos, classes, cotas, consultoria, gestão, registro CVM, ativos, limites, enquadramento, informes, reportes, ANBIMA, compliance e distribuição.
Esses temas revelam o que já sabemos na prática: a regulação ficou mais complexa, os produtos ficaram mais sofisticados e a necessidade de escala operacional aumentou.
Gestoras, consultorias, family offices, administradores, distribuidores e prestadores de serviço convivem diariamente com um volume crescente de regras, documentos, evidências, obrigações e interpretações. Nesse ambiente, tecnologia não é apenas conveniência. É infraestrutura.
A experiência da IAASMIN também mostrou que perguntas são dados.
Cada dúvida feita por um usuário carrega um sinal. Quando muitas pessoas perguntam sobre fundo desenquadrado, existe ali uma dor recorrente. Quando aparecem várias dúvidas sobre carteira administrada, há necessidade de educação, produto, fluxo e documentação. Quando surgem perguntas sobre obrigações periódicas, existe espaço para calendário inteligente, alertas e automação. Quando usuários questionam confiabilidade, fontes e limites da IA, há uma demanda clara por governança e transparência.
A pergunta do usuário vira insumo para produto.
Vira insumo para conteúdo.
Vira insumo para treinamento.
Vira insumo para desenvolvimento comercial.
Vira inteligência de mercado.
Esse talvez seja um dos aspectos mais relevantes da inteligência artificial aplicada ao mercado financeiro. Ela não apenas responde. Ela observa padrões. E, quando esses padrões são organizados, ajudam empresas a entender melhor seus clientes, seus gargalos e suas oportunidades.
A primeira semana da IAASMIN reforçou três tendências.
A primeira é que a interface conversacional vai ganhar espaço. Profissionais querem perguntar em linguagem natural, sem navegar por dezenas de menus, manuais ou bases de conhecimento. Eles querem explicar o problema e receber um caminho possível.
A segunda é que a especialização importa. Uma IA genérica pode ajudar muito, mas temas regulatórios exigem contexto, fonte, escopo, atualização e cuidado. No mercado financeiro, fluência não basta. É preciso rastreabilidade.
A terceira é que a IA será cada vez mais integrada ao fluxo operacional. A próxima etapa não será apenas responder dúvidas. Será transformar respostas em checklists, documentos, tarefas, alertas, trilhas de análise, minutas e controles.
O futuro não está em uma IA que apenas conversa. Está em uma IA que conversa, entende o contexto e ajuda a executar. Essa evolução traz oportunidades, mas também exige responsabilidade. Reforça a necessidade de, governança, monitoramento e validação humana, especialmente em temas regulatórios sensíveis.
A IA aplicada ao mercado financeiro precisa ser rápida, mas não pode ser irresponsável. Precisa ser útil, mas não pode prometer certeza onde há interpretação. Precisa acelerar o trabalho, mas não pode eliminar a revisão profissional.
Na iaas!, acreditamos que a inteligência artificial será uma das principais alavancas de eficiência para o mercado de capitais brasileiro. Não porque ela substitui profissionais qualificados, mas porque permite que esses profissionais gastem menos tempo com busca, repetição e organização inicial, e mais tempo com análise, decisão e estratégia.
A primeira semana da IAASMIN mostrou isso de forma concreta.
Mais do que uma ferramenta que responde perguntas, ela funcionou como um espelho das dúvidas do mercado. E esse espelho mostrou um mercado com enorme demanda por orientação regulatória, padronização, escala e inteligência operacional.
A inteligência artificial já começou a mudar a forma como profissionais lidam com regulação. A pergunta agora é quais instituições vão transformar esse movimento em vantagem competitiva.
Pode apostar que teremos estas respostas em formas de produtos e serviços!
Com uma sólida experiência acadêmica e profissional, foi pesquisador na Universidade de São Paulo por quase quatro anos, contribuindo significativamente em projetos diversos, além de atuar como docente universitário.
Possui um histórico comprovado de excelência na academia e no mercado, sempre buscando soluções inovadoras e eficientes.
Bacharelanda em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Formação com foco no desenvolvimento de uma visão abrangente e habilidades analíticas para enfrentar situações e desafios econômicos reais.
Possui interesse em área de processamento de automação e uso de tecnologia no mercado financeiro.
Atualmente, cursando Matemática Aplicada a Negócios na USP.
Com base no conhecimento adquirido durante o curso, possui uma sólida formação em matemática pura, administração, contabilidade, economia e computação.
É bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC).
Possui uma sólida formação acadêmica no campo da Economia, tendo como foco o desenvolvimento de uma visão abrangente e de habilidades analíticas para aplicação em situações e desafios econômicos reais.
Maurício foi executivo de negócios de empresas de tecnologia do mercado financeiro de renome, dentre elas a Britech, BLK e Luz Soluções Financeiras. Trabalhou no pregão na BM&F (atual B3) por 10 anos e em instituições financeiras como a Hedging Griffo. É formado em Administração na Universidade São Judas.
Na iaas! irá atuar na área comercial e prospecção de negócios.
Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestranda em Direito Empresarial Internacional pela Universitè Libre de Bruxe les, Juliana atuou em gestoras e escritórios de destaque no mercado brasileiro e internacional.
Na iaas! dará mais substância a nossas análises e produtos, suportando nossas demandas na área jurídica.
É bacharelando em Matemática Aplicada a Negócios pela Universidade de São Paulo(USP), com uma sólida formação acadêmica que abrange tanto a área de economia quanto de computação.
Formada em Administração de empresas e cursando pós-graduação em Gestão de Vendas pela USP. Possui sete anos de experiência no mercado financeiro.
Participou de projetos que resultaram em aumento de qualidade e produtividade. Conhecimento em: Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos, zeragem de caixa e provisionamento de despesas, gestão de fundos e carteiras, análise operacional, relatórios financeiros, intermediação no cadastro de FIDC’s, fundos e cotistas, contrato de câmbio, abertura e manutenção de contas PF e PJ, análise de movimentações entre contas e/ou fundos, Processo de Due Diligence, análises quantitativas e qualitativas no Processo de Seleção de Fundos, Lâminas de Perfomance de Fundos e Prospecção e Pós-venda de clientes.
Bacharel em Administração, curso de especialização e pós-graduação em Gestão Estratégica de Processos Corporativos na PUC Minas Gerais.
Possui profunda experiência em melhoria de processos no mercado financeiro, trabalhando por mais de 4 anos em bancos, sendo 3 deles na área de investimentos.
É Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e Bacharel em Ciências Humanas pela mesma universidade, com formação acadêmica voltada para as complexidades das relações humanas no mercado de trabalho.
Formado em Sistemas de Informação pela USP, com oito anos no mercado financeiro e dez em tecnologia. Finalizou um bootcamp em Ciência de Dados, aprimorando habilidades em tecnologias de ponta. Notável por inovação e soluções exclusivas para problemas complexos.
Atuou como Head de Middle Office na Neo, responsável por processos de back-office e middle-office. Mantém-se atualizado, focando em Inteligência Artificial e áreas afins.
Formado em Administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 6 anos de experiencia em gestão financeira, desenvolvimento de métodos operacionais, controles internos e gestão de conflitos.
Foi responsável pela tratativa de demandas judiciais emitidas pelo Banco Central/CNJ para as instituições Crefisa Financeira e Banco Crefisa.
Formada em Administração de empresas pela UNIFECAF, possui também diversas certificações e treinamentos realizados na B3, ANBIMA, BR GOVERNANCE, SEBRAE e SENAC.
Mais de 15 anos de experiência no setor corporativo em diversos segmentos de administração, cadastro, financeiro e controles.
CEO da Direto, uma proptech financeira dos grupos XP e Direcional. Foi sócio de Estruturação da i476 e Diretor de Investimento do Banco Inter, liderando as áreas de Mercado de Capitais, Fundos Imobiliários, Research e Trading.
Professor do IBMEC e da Fundação Dom Cabral, possui graduação em Engenharia Elétrica pela UFMG, MSc International Finance pela University of Westminster (UK) e Doutorado em Estatística pela UFMG.
É membro regular da American Statistical Association, do CFA Institute e da CFA Society Brazil, onde é Membro dos Comitês de Advocacy e Eleitoral.
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