Fim do primeiro semestre: o mercado mudou. Nós também.

Fazemos aqui um balanço do primeiro semestre. A newsletter da iaas! sempre teve um papel analítico, sem ficar retratando fatos (para isso você lê notícias). Ela tenta identificar movimentos antes que eles virem consenso. Ou trazer o melhor do consenso. Isso aparece ao olhar as edições do semestre, que passaram por agenda regulatória, crescimento do mercado de capitais, supervisão, IA aplicada, a Iaasmin, Web Summit e eficiência operacional. Vamos lá!

Virada de semestre é um bom momento de fazer uma análise tática.

No mercado financeiro, normalmente olhamos para indicadores conhecidos: juros, inflação, bolsa, dólar, patrimônio da indústria, captação dos fundos ou desempenho dos ativos.

Mas, olhando para todas as edições da Newsletter iaas! publicadas desde janeiro, tivemos a sensação de que estávamos discutindo outra coisa. Não escrevemos apenas sobre normas. Não escrevemos apenas sobre tecnologia. Muito menos apenas sobre inteligência artificial.

No fundo, passamos o semestre inteiro tentando responder uma única pergunta: Como construir um mercado que continue funcionando bem enquanto cresce?

Pode parecer uma pergunta abstrata. Mas ela apareceu, de formas diferentes, praticamente em todas as nossas edições. E foi assim que a coisa se desenvolveu, ao longo das edições:

• Quando discutimos a agenda regulatória do início do ano, o tema era organização.
• Falamos sobre o crescimento da consultoria independente, o tema era evolução do modelo de distribuição.
• Analisamos o crescimento do crédito privado e dos ativos estruturados, a pergunta passou a ser se os mecanismos de supervisão evoluíram na mesma velocidade que o mercado.
• Discutimos inteligência artificial, percebemos que ela deixou de ser uma curiosidade tecnológica para se tornar infraestrutura de trabalho.
• Lançamos a Iaasmin, descobrimos algo ainda mais interessante: boa parte das dúvidas do mercado não nasce de problemas extremamente complexos. Nasce da dificuldade de encontrar rapidamente informação confiável para iniciar um raciocínio técnico. (iaas).

Talvez esse tenha sido o maior aprendizado do semestre. Durante muito tempo boa parte do mercado acreditou que inovação significava apenas criar novos produtos.

Hoje parece cada vez mais claro que inovação também significa construir melhores processos, melhores bases de conhecimento, melhores mecanismos de governança e melhores formas de executar aquilo que já fazemos. Essa percepção mudou inclusive nossa própria empresa.

Nos últimos meses passamos menos tempo discutindo tarefas e mais tempo discutindo conhecimento:

• Como transformar experiência em processo.
• Processo em tecnologia.
• Tecnologia em escala.
• Preservar qualidade mesmo quando o mercado cresce.

O interessante é que essa mudança não aconteceu apenas dentro da iaas! . Ela parece estar acontecendo em todo o mercado financeiro, gradualmente.

A inteligência artificial deixou de ser assunto de palestras e passou a aparecer nas mesas de operação (mais), nas áreas jurídicas (um pouco menos), nos times de compliance (um pouco mais). Seja nos gestores, nos consultores, nos MFOs, Securitizadoras ou onde for.

Ao mesmo tempo, o ambiente regulatório ficou primeiro mais caótico, e pode ficar mais sofisticado. Os investidores ficaram mais atentos aos conflitos de interesse. Eles estão acontecendo todo dia, e cada vez com efeitos mais nocivos. Mas eles estão aparecendo cada vez mais, e isso pode subsidiar mudanças.

A busca por eficiência operacional ganhou importância, e governança deixou de ser diferencial para se tornar pré-requisito.

Talvez seja essa a fotografia do primeiro semestre de 2026. Não foi um semestre marcado por uma única grande transformação. Foi um semestre em que diversas mudanças começaram a convergir.

Tecnologia, regulação, governança, automação, organização do conhecimento e de dados. Tudo aponta para uma mercados mais complexos exigem infraestruturas melhores.

E o segundo semestre? Nossa impressão é que algumas tendências devem acelerar.

A inteligência artificial continuará migrando de ferramenta para infraestrutura. A automação regulatória ganhará espaço no médio prazo. O conhecimento vem, cada vez mais sendo tratado como ativo estratégico.

E eficiência operacional deixará de ser apenas uma questão de custos para se tornar obrigação, e vai se traduzir em algo básico nas organizações. E cada vez mais atingível com tecnologia mais barata.

Se o primeiro semestre foi o da compreensão dessas mudanças, talvez o segundo seja o da execução cada vez maior, e com um ganho de eficiência cavalar. E será justamente esse caminho que continuaremos acompanhando por aqui.

Marcos Lemos

Com uma sólida experiência acadêmica e profissional, foi pesquisador na Universidade de São Paulo por quase quatro anos, contribuindo significativamente em projetos diversos, além de atuar como docente universitário.

Possui um histórico comprovado de excelência na academia e no mercado, sempre buscando soluções inovadoras e eficientes.

Ana Flávia

Bacharelanda em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Formação com foco no desenvolvimento de uma visão abrangente e habilidades analíticas para enfrentar situações e desafios econômicos reais.

Possui interesse em área de processamento de automação e uso de tecnologia no mercado financeiro.

Brenda Almeida

Atualmente, cursando Matemática Aplicada a Negócios na USP.

Com base no conhecimento adquirido durante o curso, possui uma sólida formação em matemática pura, administração, contabilidade, economia e computação.

Thiago Antonio

É bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

Possui uma sólida formação acadêmica no campo da Economia, tendo como foco o desenvolvimento de uma visão abrangente e de habilidades analíticas para aplicação em situações e desafios econômicos reais.

Maurício Castanheira

Maurício foi executivo de negócios de empresas de tecnologia do mercado financeiro de renome, dentre elas a Britech, BLK e Luz Soluções Financeiras. Trabalhou no pregão na BM&F (atual B3) por 10 anos e em instituições financeiras como a Hedging Griffo. É formado em Administração na Universidade São Judas.

Na iaas! irá atuar na área comercial e prospecção de negócios.

Juliana Medeiros

Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestranda em Direito Empresarial Internacional pela Universitè Libre de Bruxe les, Juliana atuou em gestoras e escritórios de destaque no mercado brasileiro e internacional.
Na iaas! dará mais substância a nossas análises e produtos, suportando nossas demandas na área jurídica.

Vinícius Herculano

É bacharelando em Matemática Aplicada a Negócios pela Universidade de São Paulo(USP), com uma sólida formação acadêmica que abrange tanto a área de economia quanto de computação.

Barbara Brito

Formada em Administração de empresas e cursando pós-graduação em Gestão de Vendas pela USP. Possui sete anos de experiência no mercado financeiro.

Participou de projetos que resultaram em aumento de qualidade e produtividade. Conhecimento em: Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos,  zeragem de caixa e provisionamento de despesas, gestão de fundos e carteiras, análise operacional, relatórios financeiros, intermediação no cadastro de FIDC’s, fundos e cotistas, contrato de câmbio, abertura e manutenção de contas PF e PJ, análise de movimentações entre contas e/ou fundos, Processo de Due Diligence, análises quantitativas e qualitativas no Processo de Seleção de Fundos, Lâminas de Perfomance de Fundos e Prospecção e Pós-venda de clientes.

Sarah Alves

Bacharel em Administração, curso de especialização e pós-graduação em Gestão Estratégica de Processos Corporativos na PUC Minas Gerais.

Possui profunda experiência em melhoria de processos no mercado financeiro, trabalhando por mais de 4 anos em bancos, sendo 3 deles na área de investimentos.

Bruno Almeida

É Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e Bacharel em Ciências Humanas pela mesma universidade, com formação acadêmica voltada para as complexidades das relações humanas no mercado de trabalho.

Lucas Silvestre

Formado em Sistemas de Informação pela USP, com oito anos no mercado financeiro e dez em tecnologia. Finalizou um bootcamp em Ciência de Dados, aprimorando habilidades em tecnologias de ponta. Notável por inovação e soluções exclusivas para problemas complexos.

Atuou como Head de Middle Office na Neo, responsável por processos de back-office e middle-office. Mantém-se atualizado, focando em Inteligência Artificial e áreas afins.

André de Caires

Formado em Administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 6 anos de experiencia em gestão financeira, desenvolvimento de métodos operacionais, controles internos e gestão de conflitos.

Foi responsável pela tratativa de demandas judiciais emitidas pelo Banco Central/CNJ para as instituições Crefisa Financeira e Banco Crefisa.

Débora Gomes

Formada em Administração de empresas pela UNIFECAF, possui também diversas certificações e treinamentos realizados na B3, ANBIMA, BR GOVERNANCE, SEBRAE e SENAC.

Mais de 15 anos de experiência no setor corporativo em diversos segmentos de administração, cadastro, financeiro e controles.

Ricardo Couto

CEO da Direto, uma proptech financeira dos grupos XP e Direcional. Foi sócio de Estruturação da i476 e Diretor de Investimento do Banco Inter, liderando as áreas de Mercado de Capitais, Fundos Imobiliários, Research e Trading.

Professor do IBMEC e da Fundação Dom Cabral, possui graduação em Engenharia Elétrica pela UFMG, MSc International Finance pela University of Westminster (UK) e Doutorado em Estatística pela UFMG.

É membro regular da American Statistical Association, do CFA Institute e da CFA Society Brazil, onde é Membro dos Comitês de Advocacy e Eleitoral.

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