
Nas última semana, escrevemos sobre algo que não dá para ignorar:
👉 o mercado de capitais brasileiro cresceu – e cresceu muito rápido.
Só um dado para colocar isso em perspectiva:
Hoje, FIDCs, FIPs e FIIs somam cerca de R$ 2,3 trilhões, ou 21% da indústria de fundos.
E não para por aí.
Quando olhamos o crédito privado como um todo, estamos falando de algo próximo de R$ 1,4 trilhão espalhado em estruturas diversas dentro dos fundos.
Isso não aconteceu por acaso.
Foi resultado de uma agenda muito bem-sucedida de modernização, liderada pela CVM, com apoio relevante da ANBIMA e de outras entidades do mercado.
Criamos:
Sob esse ponto de vista, deu certo.
Mas tem uma pergunta que começa a incomodar:
👉 será que crescemos na mesma velocidade em controle?
Ao longo dos anos, o debate foi muito focado em inovação:
Mas se discutiu menos algo básico:
👉 quem vai monitorar tudo isso?
A sensação, olhando hoje, é:
Criamos um mercado sofisticado sem criar, NA MESMA PROPORÇÃO, a infraestrutura para acompanhá-lo. E isso fica claro ao se testemunhar o drama que a CVM vive na busca de recursos para fazer frente a suas necessidades mínimas.
Veja bem, nunca – nem neste artigo nem no da semana passada – quisemos dizer que não houveram avanços louváveis na supervisão (pública e privada) do mercado de capitais. Mas, que claramente a velocidade de crescimento dos “players”, dos produtos, da complexidade dos ativos, foi muito superior, e temos um claro “gap” que merece uma revisão e novo “approach”.
Na gestão pública, existe um princípio simples da Lei de Responsabilidade Fiscal:
não se cria despesa sem indicar a fonte de receita.
Ou seja, crescimento precisa vir com sustentação. Todo o mercado é muito vocal em cobrar isso de todo governante.
No mercado de capitais, as vezes parece que não levamos a mesma lógica a prova, fizemos diferente:
Criamos estruturas, ampliamos possibilidades, flexibilizamos regras…
Mas raramente discutimos o “lastro” de controle na mesma proporção.
A inovação vem primeiro. O monitoramento corre atrás depois. Muitas vezes só depois de eventos extremos.
E aqui está o ponto mais importante: isso não é só um problema do regulador.
É um problema do mercado também.
Porque, quando pressionamos por inovação sem discutir controles para o que inovamos, e estrutura para isso, podemos estar criando um ambiente onde:
Quem acompanha o noticiário recente sabe do que estou falando.
A CVM já avançou bastante com a adoção de estudos de impacto regulatório prévios a novas regulamentações. Inovou também em ter uma agenda regulatória mais “programática” e menos reativa. Mas falta uma peça importante nessa equação:
👉 a cada novo produto ou liberalização de um mercado, deveria haver um estudo de impacto mais quantitativo e talvez uma previsão orçamentária (pessoas, processos e ferramentas) sobre a necessidade de se equacionar a capacidade de supervisão do avanço que aquela nova legislação irá gerar.
Antes de uma nova regra, talvez devêssemos responder:
Claro que as coisas ficariam muito mais lentas se a cada nova norma se precisasse prever um novo orçamento para o regulador. Mas, hoje a discussão de novas legislações e avanços está timidamente ligada a discussão das consequências que tais avanços irão gerar do lado negativo.
Muito se olha o quanto um novo produto pode trazer de benefício ao investidor e ao mercado de capitais. Mas pouco se fala do que se precisa aumentar em termos de monitoramento para prevenir efeitos negativos provocados por inépcia ou mesmo má fé.
Só pensamos que vai dar em coisa boa.
Talvez esteja na hora de incorporar um novo princípio no mercado:
👉 não existe inovação sem desenho de fiscalização compatível.
Algo próximo de uma “Lei de Responsabilidade Regulatória”.
Não precisa ser uma lei formal.
Mas precisa ser mais uma prática.
Onde:
O Brasil construiu um mercado de capitais mais profundo, mais sofisticado e mais relevante.
Crédito privado e ativos estruturados são parte fundamental disso.
Mas quanto maior o sistema, maior a necessidade de enxergá-lo como um sistema.
Se a última década foi sobre crescer…
👉 a próxima precisa ser sobre acompanhar o crescimento.
Porque inovar é necessário.
Mas sustentar a inovação é o que define se ela realmente deu certo.
Com uma sólida experiência acadêmica e profissional, foi pesquisador na Universidade de São Paulo por quase quatro anos, contribuindo significativamente em projetos diversos, além de atuar como docente universitário.
Possui um histórico comprovado de excelência na academia e no mercado, sempre buscando soluções inovadoras e eficientes.
Bacharelanda em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Formação com foco no desenvolvimento de uma visão abrangente e habilidades analíticas para enfrentar situações e desafios econômicos reais.
Possui interesse em área de processamento de automação e uso de tecnologia no mercado financeiro.
Atualmente, cursando Matemática Aplicada a Negócios na USP.
Com base no conhecimento adquirido durante o curso, possui uma sólida formação em matemática pura, administração, contabilidade, economia e computação.
É bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC).
Possui uma sólida formação acadêmica no campo da Economia, tendo como foco o desenvolvimento de uma visão abrangente e de habilidades analíticas para aplicação em situações e desafios econômicos reais.
Maurício foi executivo de negócios de empresas de tecnologia do mercado financeiro de renome, dentre elas a Britech, BLK e Luz Soluções Financeiras. Trabalhou no pregão na BM&F (atual B3) por 10 anos e em instituições financeiras como a Hedging Griffo. É formado em Administração na Universidade São Judas.
Na iaas! irá atuar na área comercial e prospecção de negócios.
Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestranda em Direito Empresarial Internacional pela Universitè Libre de Bruxe les, Juliana atuou em gestoras e escritórios de destaque no mercado brasileiro e internacional.
Na iaas! dará mais substância a nossas análises e produtos, suportando nossas demandas na área jurídica.
É bacharelando em Matemática Aplicada a Negócios pela Universidade de São Paulo(USP), com uma sólida formação acadêmica que abrange tanto a área de economia quanto de computação.
Formada em Administração de empresas e cursando pós-graduação em Gestão de Vendas pela USP. Possui sete anos de experiência no mercado financeiro.
Participou de projetos que resultaram em aumento de qualidade e produtividade. Conhecimento em: Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos, zeragem de caixa e provisionamento de despesas, gestão de fundos e carteiras, análise operacional, relatórios financeiros, intermediação no cadastro de FIDC’s, fundos e cotistas, contrato de câmbio, abertura e manutenção de contas PF e PJ, análise de movimentações entre contas e/ou fundos, Processo de Due Diligence, análises quantitativas e qualitativas no Processo de Seleção de Fundos, Lâminas de Perfomance de Fundos e Prospecção e Pós-venda de clientes.
Bacharel em Administração, curso de especialização e pós-graduação em Gestão Estratégica de Processos Corporativos na PUC Minas Gerais.
Possui profunda experiência em melhoria de processos no mercado financeiro, trabalhando por mais de 4 anos em bancos, sendo 3 deles na área de investimentos.
É Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e Bacharel em Ciências Humanas pela mesma universidade, com formação acadêmica voltada para as complexidades das relações humanas no mercado de trabalho.
Formado em Sistemas de Informação pela USP, com oito anos no mercado financeiro e dez em tecnologia. Finalizou um bootcamp em Ciência de Dados, aprimorando habilidades em tecnologias de ponta. Notável por inovação e soluções exclusivas para problemas complexos.
Atuou como Head de Middle Office na Neo, responsável por processos de back-office e middle-office. Mantém-se atualizado, focando em Inteligência Artificial e áreas afins.
Formado em Administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 6 anos de experiencia em gestão financeira, desenvolvimento de métodos operacionais, controles internos e gestão de conflitos.
Foi responsável pela tratativa de demandas judiciais emitidas pelo Banco Central/CNJ para as instituições Crefisa Financeira e Banco Crefisa.
Formada em Administração de empresas pela UNIFECAF, possui também diversas certificações e treinamentos realizados na B3, ANBIMA, BR GOVERNANCE, SEBRAE e SENAC.
Mais de 15 anos de experiência no setor corporativo em diversos segmentos de administração, cadastro, financeiro e controles.
CEO da Direto, uma proptech financeira dos grupos XP e Direcional. Foi sócio de Estruturação da i476 e Diretor de Investimento do Banco Inter, liderando as áreas de Mercado de Capitais, Fundos Imobiliários, Research e Trading.
Professor do IBMEC e da Fundação Dom Cabral, possui graduação em Engenharia Elétrica pela UFMG, MSc International Finance pela University of Westminster (UK) e Doutorado em Estatística pela UFMG.
É membro regular da American Statistical Association, do CFA Institute e da CFA Society Brazil, onde é Membro dos Comitês de Advocacy e Eleitoral.
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