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Virei Consultor Pessoa Jurídica, e agora?

Atualizado em outubro de 2025

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A atividade de consultoria é regida pela Resolução CVM n.º 19 (RCVM 19). Basicamente, ela é dividida em 9 capítulos:

I – Âmbito e finalidade (da atividade)
II – Autorização para exercício da atividade
III – Suspensão e cancelamento da autorização
IV – Prestação de informações
V – Regras e condutas
VI – Regras, procedimentos e controles internos
VII – Manutenção de arquivos
VIII – Penalidades e multa
IX – Disposição Final

E não tem jeito – para que você possa atuar de forma profissional, produtiva e dentro das regras, deverá ler e compreender essas instruções no detalhe.

Aqui na iaas! conhecemos cada nuance da Resolução. Nosso time de especialistas possui anos de atuação no mercado, conhece profundamente as atividades do seu negócio e possui toda expertise para orientá-lo em todos os requisitos das regras.

Obrigações em relação à CVM

Anualmente, a empresa precisa pagar a Taxa de Fiscalização.

Endereço de emissão da GRU: taxas multas

Anualmente (até o dia 31 de março), a empresa precisa enviar à CVM (via site):

  • Declaração Eletrônica de Conformidade (DEC);
  • Formulário de Referência (FR).

Fique atento! As informações devem ser enviadas, independentemente:

  • De a empresa estar exercendo ou não a atividade de consultoria;
  • Mesmo que não tenha ocorrido nenhuma alteração de dados em relação ao ano anterior.

Documentos disponibilizados na internet

Os documentos que devem obrigatoriamente estar atualizados e disponibilizados na internet pelo consultor são:
I – Formulário de referência (FR);
II – Código de Ética;
III – Regras, procedimentos e descrição dos controles internos;
IV – Política de negociação de valores mobiliários por administradores, empregados, colaboradores e pela própria empresa.

Política de Suitability

Não basta você acessar o suitability que o cliente respondeu no distribuidor (ou onde ele tem conta corrente): é necessário que você tenha uma política e um processo de suitability (e controles) próprio. Os requisitos mínimos para elaboração de um suitability são:

I – o período durante o qual o cliente deseja manter o investimento;
II – as preferências declaradas do cliente quanto à assunção de riscos;
III – as finalidades do investimento;
IV – o valor das receitas regulares declaradas pelo cliente;
V – o valor e os ativos que compõem o patrimônio do cliente;
VI – a necessidade futura de recursos declarada pelo cliente;
VII – os tipos de produtos, serviços e operações com os quais o cliente tem familiaridade;
VIII – a natureza, o volume e a frequência das operações já realizadas pelo cliente no mercado de valores mobiliários, bem como o período em que tais operações foram realizadas;
IX – a formação acadêmica e a experiência profissional do cliente.

Vale notar que as normas de suitability estabelecem a obrigação não apenas de traçar o perfil inicial do investidor, mas monitorar mudanças ao longo do tempo, e o desenquadramento do portfólio ao perfil, com providências específicas no caso de desenquadramento.

A iaas! tem amplo expertise no tema, podendo lhe auxiliar.

Processo de PLD

Os consultores estão incluídos dentre as empresas que precisam atentar às normas de PLD, tendo políticas e procedimentos previstos nas normas específicas.

Segundo a ANBIMA*, são 12 os requisitos mínimos para elaboração do processo de PLD:
I – a governança de PLD/FTP da instituição, com definição de papéis, responsabilidades e indicações de organismos ou fóruns para a tomada de decisões, caso existentes;
II – política de PLD/FTP, diretrizes da alta administração e demais documentos a ela relacionados (manuais, regras etc.);
III – avaliação interna de risco (AIR);
IV – a metodologia da abordagem baseada em risco (ABR);
V – procedimentos destinados a conhecer os clientes (“procedimento conheça seu cliente”);
VI – monitoramento, seleção e análise das operações;
VII – comunicação de operações ao Coaf;
VIII – procedimentos destinados a conhecer os colaboradores (“procedimento conheça seu colaborador”);
IX – procedimentos destinados a conhecer os prestadores de serviços relevantes e demais parceiros da instituição (“procedimento conheça seu prestador de serviço”);
X – procedimentos de capacitação, treinamento e cultura organizacional dos colaboradores e prestadores de serviços ligados à instituição;
XI – avaliação periódica do programa de PLD/FTP;
XII – avaliação da efetividade dos controles.

*Consultores não estão sujeitos à autorregulação da ANBIMA, porém, a entidade emite recomendações de boas práticas sobre o tema PLD que são um subsídio interessante para o mercado em geral.

Treinamentos

A iaas! possui treinamentos sob medida para a atividade de consultoria de valores mobiliários.
Acesse nossa loja e confira: iaasbr.com/treinamentos

Que tal passar por um treinamento que aborde todos os pontos relacionados ao processo de suitability e de PLD?

Pontos de atenção

Ter cuidado com as substituições de pessoas da equipe. É necessário manter no mínimo 80% da equipe responsável pela atividade de consultoria certificada ou autorizada pela CVM.

Atenção com ausência dos diretores. Na hipótese de impedimento de qualquer dos diretores responsáveis pela consultoria por prazo superior a 30 dias, o substituto deve assumir a referida responsabilidade, e a CVM deve ser comunicada, por escrito, no prazo de 7 dias úteis a contar da respectiva ocorrência.

Não significa que 80% da equipe da empresa precise ser certificada, mas somente os profissionais com alçada para recomendação de investimentos pela consultoria. Consideram-se aqui as mesmas certificações aceitas para efeito de credenciamento de um consultor PF (vide Resolução da CVM).

Não há vedação à prestação de serviço de consultoria mediante a utilização de sistemas automatizados ou algoritmos. Mas estes também estão sujeitos às obrigações e regras previstas na RCVM 19, de maneira análoga.

Lembrando que nada mitiga as suas responsabilidades em relação às orientações, recomendações e aconselhamentos realizados.

E atenção: o código-fonte do sistema automatizado ou o algoritmo deve estar disponível para inspeção da CVM na sede da empresa, em versão não compilada.

Você precisa atuar de forma diligente nos quesitos transparência e conflitos de interesse. Além de manter uma comunicação simples, clara e objetiva, é necessário dar transparência ao cliente (incluindo a descrição detalhada da remuneração cobrada pelos serviços), bem como elaborar um procedimento para tratamento de potenciais conflitos de interesse.

E não se esqueça de que você precisa ter sempre arquivada (física ou eletronicamente, por no mínimo 5 anos) toda a documentação relativa a seus clientes, às recomendações prestadas, etc. Fique esperto! Tais documentos poderão ser solicitados pela CVM.

Marcos Lemos

Com uma sólida experiência acadêmica e profissional, foi pesquisador na Universidade de São Paulo por quase quatro anos, contribuindo significativamente em projetos diversos, além de atuar como docente universitário.

Possui um histórico comprovado de excelência na academia e no mercado, sempre buscando soluções inovadoras e eficientes.

Ana Flávia

Bacharelanda em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Formação com foco no desenvolvimento de uma visão abrangente e habilidades analíticas para enfrentar situações e desafios econômicos reais.

Possui interesse em área de processamento de automação e uso de tecnologia no mercado financeiro.

Brenda Almeida

Atualmente, cursando Matemática Aplicada a Negócios na USP.

Com base no conhecimento adquirido durante o curso, possui uma sólida formação em matemática pura, administração, contabilidade, economia e computação.

Thiago Antonio

É bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

Possui uma sólida formação acadêmica no campo da Economia, tendo como foco o desenvolvimento de uma visão abrangente e de habilidades analíticas para aplicação em situações e desafios econômicos reais.

Maurício Castanheira

Maurício foi executivo de negócios de empresas de tecnologia do mercado financeiro de renome, dentre elas a Britech, BLK e Luz Soluções Financeiras. Trabalhou no pregão na BM&F (atual B3) por 10 anos e em instituições financeiras como a Hedging Griffo. É formado em Administração na Universidade São Judas.

Na iaas! irá atuar na área comercial e prospecção de negócios.

Juliana Medeiros

Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestranda em Direito Empresarial Internacional pela Universitè Libre de Bruxe les, Juliana atuou em gestoras e escritórios de destaque no mercado brasileiro e internacional.
Na iaas! dará mais substância a nossas análises e produtos, suportando nossas demandas na área jurídica.

Vinícius Herculano

É bacharelando em Matemática Aplicada a Negócios pela Universidade de São Paulo(USP), com uma sólida formação acadêmica que abrange tanto a área de economia quanto de computação.

Barbara Brito

Formada em Administração de empresas e cursando pós-graduação em Gestão de Vendas pela USP. Possui sete anos de experiência no mercado financeiro.

Participou de projetos que resultaram em aumento de qualidade e produtividade. Conhecimento em: Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos,  zeragem de caixa e provisionamento de despesas, gestão de fundos e carteiras, análise operacional, relatórios financeiros, intermediação no cadastro de FIDC’s, fundos e cotistas, contrato de câmbio, abertura e manutenção de contas PF e PJ, análise de movimentações entre contas e/ou fundos, Processo de Due Diligence, análises quantitativas e qualitativas no Processo de Seleção de Fundos, Lâminas de Perfomance de Fundos e Prospecção e Pós-venda de clientes.

Sarah Alves

Bacharel em Administração, curso de especialização e pós-graduação em Gestão Estratégica de Processos Corporativos na PUC Minas Gerais.

Possui profunda experiência em melhoria de processos no mercado financeiro, trabalhando por mais de 4 anos em bancos, sendo 3 deles na área de investimentos.

Bruno Almeida

É Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e Bacharel em Ciências Humanas pela mesma universidade, com formação acadêmica voltada para as complexidades das relações humanas no mercado de trabalho.

Lucas Silvestre

Formado em Sistemas de Informação pela USP, com oito anos no mercado financeiro e dez em tecnologia. Finalizou um bootcamp em Ciência de Dados, aprimorando habilidades em tecnologias de ponta. Notável por inovação e soluções exclusivas para problemas complexos.

Atuou como Head de Middle Office na Neo, responsável por processos de back-office e middle-office. Mantém-se atualizado, focando em Inteligência Artificial e áreas afins.

André de Caires

Formado em Administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 6 anos de experiencia em gestão financeira, desenvolvimento de métodos operacionais, controles internos e gestão de conflitos.

Foi responsável pela tratativa de demandas judiciais emitidas pelo Banco Central/CNJ para as instituições Crefisa Financeira e Banco Crefisa.

Débora Gomes

Formada em Administração de empresas pela UNIFECAF, possui também diversas certificações e treinamentos realizados na B3, ANBIMA, BR GOVERNANCE, SEBRAE e SENAC.

Mais de 15 anos de experiência no setor corporativo em diversos segmentos de administração, cadastro, financeiro e controles.

Ricardo Couto

CEO da Direto, uma proptech financeira dos grupos XP e Direcional. Foi sócio de Estruturação da i476 e Diretor de Investimento do Banco Inter, liderando as áreas de Mercado de Capitais, Fundos Imobiliários, Research e Trading.

Professor do IBMEC e da Fundação Dom Cabral, possui graduação em Engenharia Elétrica pela UFMG, MSc International Finance pela University of Westminster (UK) e Doutorado em Estatística pela UFMG.

É membro regular da American Statistical Association, do CFA Institute e da CFA Society Brazil, onde é Membro dos Comitês de Advocacy e Eleitoral.

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