Motivos suficientes para mudar em 2026

04 de dezembro de 2025

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Os acontecimentos recentes envolvendo o Banco Master reacendem uma discussão que o mercado já vem percebendo: o processo de suitability, no formato atual, não está cumprindo o papel de proteger o investidor.

Proteger aqui não é uma atitude paternalista, mas, no sentido real da palavra suitabiltiy, de buscar a adequação.

Temos um mercado com maior diversidade de produtos, tecnologia mais acessível e velocidade acelerada da informação e da decisão, e a avaliação de perfil, falha naquilo que mais importa: a capacidade de diferenciar riscos que, na prática, são muito distintos. Hoje, um CDB de uma instituição sólida e o de um banco com estrutura mais frágil ocupam o mesmo espaço dentro do suitability. O investidor (quando) vê categorias, mas não enxerga a profundidade do risco.

O caso do Master evidenciou isso com clareza. Não foi apenas um episódio isolado de estresse no sistema, diversos casos de ativos “polêmicos” vem ocorrendo com frequência cada vez menor (COEs AMBIPAR e BRASKEN, fundos da INFINITY, etc); um sinal de que o processo de distribuição carece de governança mais robusta frente à dinâmica de mercado atual (veloz, fluída, pulverizada e de arquitetura extremamente aberta), tanto na aprovação quanto no monitoramento dos produtos que chegam ao cliente final. Em muitos momentos, a estruturação da prateleira claramente se apoia mais em incentivos comerciais do que na diligência de risco.

A comparação com a indústria de fundos é ilustrativa. Gestores, quando alocam em títulos de crédito, precisam cumprir ritos formais: análise jurídica, mercadológica e de precificação; documentação completa; limites por nível de risco; monitoramento contínuo; registro de decisões; e responsabilidades bem definidas entre gestão, risco e compliance. É um modelo que privilegia evidências e controles. Na distribuição a aprovação de produtos não exige todos estes ritos específicos, tudo é bem mais genérico.

Grande parte desses princípios aplicáveis a gestão poderia e deveria estar presente na distribuição varejista, adaptados à realidade de cada produto. Isso não significa assumir as decisões pelos clientes, mas garantir que o processo seja tecnicamente consistente, transparente e baseado em critérios objetivos, e não apenas em um questionário que pode ser alterado rapidamente. E que o investidor até mesmo tenha acesso a tudo isso (ou ao menos o regulador).

Outro elemento que precisa ser enfrentado é o alinhamento de incentivos. O modelo atual, com remunerações concentradas no momento da venda, prazos muito longos e a influência da “estratégia FGC” (alocar cegamente dentro do limite do FGC, sem nem saber ao certo o que está comprando), cria distorções que fragilizam a tomada de decisão. Produtos são empurrados antes de serem analisados com o rigor devido. O investidor raramente chega pedindo esses ativos; eles chegam até ele pela prateleira.

O episódio do Master mostrou como isso se desdobra na prática investidores expostos a riscos que não compreendiam, mecanismos de proteção tensionados e um processo de suitability que não filtrou adequadamente a oferta.

Para 2026, o caminho é claro: uma reforma profunda do suitability e da governança de aprovação de produtos, revisitando controles, responsabilidades e incentivos. Não é ruptura; é evolução natural de um mercado que amadureceu e precisa atualizar suas bases.

A democratização dos investimentos foi um movimento histórico no Brasil. Agora, o desafio é fortalecer os mecanismos que sustentam esse avanço, garantindo mais segurança, clareza e consistência para o investidor e para todo o ecossistema.

Marcos Lemos

Com uma sólida experiência acadêmica e profissional, foi pesquisador na Universidade de São Paulo por quase quatro anos, contribuindo significativamente em projetos diversos, além de atuar como docente universitário.

Possui um histórico comprovado de excelência na academia e no mercado, sempre buscando soluções inovadoras e eficientes.

Ana Flávia

Bacharelanda em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Formação com foco no desenvolvimento de uma visão abrangente e habilidades analíticas para enfrentar situações e desafios econômicos reais.

Possui interesse em área de processamento de automação e uso de tecnologia no mercado financeiro.

Brenda Almeida

Atualmente, cursando Matemática Aplicada a Negócios na USP.

Com base no conhecimento adquirido durante o curso, possui uma sólida formação em matemática pura, administração, contabilidade, economia e computação.

Thiago Antonio

É bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

Possui uma sólida formação acadêmica no campo da Economia, tendo como foco o desenvolvimento de uma visão abrangente e de habilidades analíticas para aplicação em situações e desafios econômicos reais.

Maurício Castanheira

Maurício foi executivo de negócios de empresas de tecnologia do mercado financeiro de renome, dentre elas a Britech, BLK e Luz Soluções Financeiras. Trabalhou no pregão na BM&F (atual B3) por 10 anos e em instituições financeiras como a Hedging Griffo. É formado em Administração na Universidade São Judas.

Na iaas! irá atuar na área comercial e prospecção de negócios.

Juliana Medeiros

Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestranda em Direito Empresarial Internacional pela Universitè Libre de Bruxe les, Juliana atuou em gestoras e escritórios de destaque no mercado brasileiro e internacional.
Na iaas! dará mais substância a nossas análises e produtos, suportando nossas demandas na área jurídica.

Vinícius Herculano

É bacharelando em Matemática Aplicada a Negócios pela Universidade de São Paulo(USP), com uma sólida formação acadêmica que abrange tanto a área de economia quanto de computação.

Barbara Brito

Formada em Administração de empresas e cursando pós-graduação em Gestão de Vendas pela USP. Possui sete anos de experiência no mercado financeiro.

Participou de projetos que resultaram em aumento de qualidade e produtividade. Conhecimento em: Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos,  zeragem de caixa e provisionamento de despesas, gestão de fundos e carteiras, análise operacional, relatórios financeiros, intermediação no cadastro de FIDC’s, fundos e cotistas, contrato de câmbio, abertura e manutenção de contas PF e PJ, análise de movimentações entre contas e/ou fundos, Processo de Due Diligence, análises quantitativas e qualitativas no Processo de Seleção de Fundos, Lâminas de Perfomance de Fundos e Prospecção e Pós-venda de clientes.

Sarah Alves

Bacharel em Administração, curso de especialização e pós-graduação em Gestão Estratégica de Processos Corporativos na PUC Minas Gerais.

Possui profunda experiência em melhoria de processos no mercado financeiro, trabalhando por mais de 4 anos em bancos, sendo 3 deles na área de investimentos.

Bruno Almeida

É Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e Bacharel em Ciências Humanas pela mesma universidade, com formação acadêmica voltada para as complexidades das relações humanas no mercado de trabalho.

Lucas Silvestre

Formado em Sistemas de Informação pela USP, com oito anos no mercado financeiro e dez em tecnologia. Finalizou um bootcamp em Ciência de Dados, aprimorando habilidades em tecnologias de ponta. Notável por inovação e soluções exclusivas para problemas complexos.

Atuou como Head de Middle Office na Neo, responsável por processos de back-office e middle-office. Mantém-se atualizado, focando em Inteligência Artificial e áreas afins.

André de Caires

Formado em Administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 6 anos de experiencia em gestão financeira, desenvolvimento de métodos operacionais, controles internos e gestão de conflitos.

Foi responsável pela tratativa de demandas judiciais emitidas pelo Banco Central/CNJ para as instituições Crefisa Financeira e Banco Crefisa.

Débora Gomes

Formada em Administração de empresas pela UNIFECAF, possui também diversas certificações e treinamentos realizados na B3, ANBIMA, BR GOVERNANCE, SEBRAE e SENAC.

Mais de 15 anos de experiência no setor corporativo em diversos segmentos de administração, cadastro, financeiro e controles.

Ricardo Couto

CEO da Direto, uma proptech financeira dos grupos XP e Direcional. Foi sócio de Estruturação da i476 e Diretor de Investimento do Banco Inter, liderando as áreas de Mercado de Capitais, Fundos Imobiliários, Research e Trading.

Professor do IBMEC e da Fundação Dom Cabral, possui graduação em Engenharia Elétrica pela UFMG, MSc International Finance pela University of Westminster (UK) e Doutorado em Estatística pela UFMG.

É membro regular da American Statistical Association, do CFA Institute e da CFA Society Brazil, onde é Membro dos Comitês de Advocacy e Eleitoral.

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