ANBIMA SUMMIT, o que vimos e percebemos

01 de julho de 2025

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Semana passada, nos dias 25 e 26 de junho participamos do ANBIMA SUMMIT.

Existem hoje diversos eventos no mercado de capitais, mas quase todos tem foco diretamente na captação de recursos e venda de produtos e serviços entre “players” do mercado de capitais (gestores, bancos e distribuidores). São eventos sensacionais do ponto de vista de negócios de captação, e, é de suma importância o tamanho que ocupam. Estes sempre vão ser eventos muito grandes, de varejo.

Mas, o ANBIMA SUMMIT, em sua segunda edição, cumpre um papel diferente, o de forum institucional do mercado de capitais, ocupando o espaço de discussões principalmente sobre o futuro do setor de fundos de investimento. Menos badalado do que os grandes eventos de corretoras, ele é um espaço necessário e muito relevante. São eventos de atacado, de conexões diferentes, mais restritas.

Nós estivemos por lá nestes dois dias intensos, e, trazemos aqui nossos “insights”. O objetivo não é falar sobre o conteúdo dos painéis apresentados, pois isso será disponibilizado pela ANBIMA ao mercado em seus canais de comunicação (sejam vídeos, notícias ou apresentações).

O papo aqui são percepções e estratégias.

De certa forma nos pareceu que muitos comportamentos observados no evento espelharam o que temos visto no mercado. Por exemplo, notamos a baixa presença, nos corredores, de gestores de fundos de ações e multimercado tradicionais. Foram muito poucos os sócios e profissionais de gestoras deste perfil que tivemos a oportunidade de encontrar e trocar ideias em nosso estande. Uma pena, pois nesses momentos mais duros é mais importante ainda estar “antenado”.

Por outro lado, espelhando a ponta que cresce fortemente no mercado, encontramos muitas pessoas de casas focadas em fundos estruturados, “family offices”, consultores e assessores de investimento. O mercado migra um pouco de produto para serviço, e isso se reflete em uma presença forte destes.

Sobre patrocinadores e seus estandes, vimos muitas caras novas, já sendo minoria os bancos e gestoras tradicionais como patrocinadores do evento. Aparecem mais empresas de tecnologia e serviço (como nós), bolsas, advogados, entidades, custodiantes e “players” de educação. Mas, a fotografia ainda é bastante tímida se comparado com o que esperávamos.

Em um ambiente de maior competição promovido pela RCVM 175, em que os serviços de administração fiduciária ganham em competitividade, acho que os participantes deste mercado precisam estar mais presentes. Perderam uma grande chance de conhecer novos clientes. E não adianta falar “já conheço meu mercado”, o que não é verdade, considerando que há mais de mil gestores hoje. Haja sola de sapato para ter visitado todos.

O mesmo pode-se dizer de escritórios de advocacia, securitizadoras, corretoras, consultorias, “fintechs” e ferramentas tecnológicas de apoio ao gestor e demais participantes do mercado de capitais. Claramente podem estar muito mais presente do que vimos em 2025. Enquanto os concorrentes não aparecem, aproveitamos bem este vácuo.

Nossa percepção é de que há espaço para ao menos o dobro de estandes e de plateia (e o que foi bom ficar ainda melhor), buscando maior representatividade dos prestadores de serviço do segmento e o intercâmbio com profissionais de mercado. Talvez nem mesmo a ANBIMA tenha acesso ao enorme número de prestadores de serviço deste setor, e, buscar ampliar a feira de negócios seria algo muito positivo para um “networking” ainda maior.

Nós ficamos muito satisfeitos com as oportunidades de negócio que se confirmaram no evento, e recomendamos fortemente a participação, desde que acompanhado de estratégias eficientes de prospecção. Não dá para ficar achando que negócios caem do céu.

Em um mercado de quase 10 trilhões sob gestão, é uma fotografia distorcida pensar que com a Selic alta, e a competição de produtos isentos, que o setor não apresenta oportunidades, ou que esteja em um momento “ruim”. O fluxo de negócios entre os diversos tipos de casas de gestão, consultoria e distribuição é muito vigoroso. E sobram empreendedores e oportunidades de atendê-los.

E foi atrás disso que a IAAS! foi no ANBIMA SUMMIT. Foram dois dias muito produtivos e transformadores para nós. Nas próximas duas semanas nossa agenda está lotada, em grande parte por contatos gerados no evento.

E, pode ter certeza, estaremos presentes, ainda com mais peso em 2027 !

E recomendo que você faça o mesmo (desde que não seja nosso concorrente…)

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Marcos Lemos

Com uma sólida experiência acadêmica e profissional, foi pesquisador na Universidade de São Paulo por quase quatro anos, contribuindo significativamente em projetos diversos, além de atuar como docente universitário.

Possui um histórico comprovado de excelência na academia e no mercado, sempre buscando soluções inovadoras e eficientes.

Ana Flávia

Bacharelanda em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Formação com foco no desenvolvimento de uma visão abrangente e habilidades analíticas para enfrentar situações e desafios econômicos reais.

Possui interesse em área de processamento de automação e uso de tecnologia no mercado financeiro.

Brenda Almeida

Atualmente, cursando Matemática Aplicada a Negócios na USP.

Com base no conhecimento adquirido durante o curso, possui uma sólida formação em matemática pura, administração, contabilidade, economia e computação.

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Possui uma sólida formação acadêmica no campo da Economia, tendo como foco o desenvolvimento de uma visão abrangente e de habilidades analíticas para aplicação em situações e desafios econômicos reais.

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Maurício foi executivo de negócios de empresas de tecnologia do mercado financeiro de renome, dentre elas a Britech, BLK e Luz Soluções Financeiras. Trabalhou no pregão na BM&F (atual B3) por 10 anos e em instituições financeiras como a Hedging Griffo. É formado em Administração na Universidade São Judas.

Na iaas! irá atuar na área comercial e prospecção de negócios.

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Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestranda em Direito Empresarial Internacional pela Universitè Libre de Bruxe les, Juliana atuou em gestoras e escritórios de destaque no mercado brasileiro e internacional.
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Barbara Brito

Formada em Administração de empresas e cursando pós-graduação em Gestão de Vendas pela USP. Possui sete anos de experiência no mercado financeiro.

Participou de projetos que resultaram em aumento de qualidade e produtividade. Conhecimento em: Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos,  zeragem de caixa e provisionamento de despesas, gestão de fundos e carteiras, análise operacional, relatórios financeiros, intermediação no cadastro de FIDC’s, fundos e cotistas, contrato de câmbio, abertura e manutenção de contas PF e PJ, análise de movimentações entre contas e/ou fundos, Processo de Due Diligence, análises quantitativas e qualitativas no Processo de Seleção de Fundos, Lâminas de Perfomance de Fundos e Prospecção e Pós-venda de clientes.

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Bacharel em Administração, curso de especialização e pós-graduação em Gestão Estratégica de Processos Corporativos na PUC Minas Gerais.

Possui profunda experiência em melhoria de processos no mercado financeiro, trabalhando por mais de 4 anos em bancos, sendo 3 deles na área de investimentos.

Bruno Almeida

É Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e Bacharel em Ciências Humanas pela mesma universidade, com formação acadêmica voltada para as complexidades das relações humanas no mercado de trabalho.

Lucas Silvestre

Formado em Sistemas de Informação pela USP, com oito anos no mercado financeiro e dez em tecnologia. Finalizou um bootcamp em Ciência de Dados, aprimorando habilidades em tecnologias de ponta. Notável por inovação e soluções exclusivas para problemas complexos.

Atuou como Head de Middle Office na Neo, responsável por processos de back-office e middle-office. Mantém-se atualizado, focando em Inteligência Artificial e áreas afins.

André de Caires

Formado em Administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 6 anos de experiencia em gestão financeira, desenvolvimento de métodos operacionais, controles internos e gestão de conflitos.

Foi responsável pela tratativa de demandas judiciais emitidas pelo Banco Central/CNJ para as instituições Crefisa Financeira e Banco Crefisa.

Débora Gomes

Formada em Administração de empresas pela UNIFECAF, possui também diversas certificações e treinamentos realizados na B3, ANBIMA, BR GOVERNANCE, SEBRAE e SENAC.

Mais de 15 anos de experiência no setor corporativo em diversos segmentos de administração, cadastro, financeiro e controles.

Ricardo Couto

CEO da Direto, uma proptech financeira dos grupos XP e Direcional. Foi sócio de Estruturação da i476 e Diretor de Investimento do Banco Inter, liderando as áreas de Mercado de Capitais, Fundos Imobiliários, Research e Trading.

Professor do IBMEC e da Fundação Dom Cabral, possui graduação em Engenharia Elétrica pela UFMG, MSc International Finance pela University of Westminster (UK) e Doutorado em Estatística pela UFMG.

É membro regular da American Statistical Association, do CFA Institute e da CFA Society Brazil, onde é Membro dos Comitês de Advocacy e Eleitoral.

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