Quando a ANBIMA bate na sua porta...

Quando a ANBIMA bate na sua porta...

23 de junho de 2025

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Nos dias 25 e 26 de junho a IAAS! vai estar no ANBIMA SUMMIT, o evento institucional mais representativo do mercado de fundos. Se você vai também, não deixe de visitar o nosso espaço por lá.

E quando o tema é ANBIMA, Uma das perguntas que mais ouvimos em qualquer roda de conversa de evento de mercado, grupo de “whatsapp” ou almoço, quando estamos entre gestores de recursos é:

  • Onde devo centrar meus esforços (tempo, gente e $$) para não ter problemas com a auto-regulação? Qual é a pauta de temas prioritários que a ANBIMA olha com mais atenção?

Pois bem, temos respostas precisas e exatas para esta pergunta e hoje vamos revelar para você.

A área de supervisão da ANBIMA já vem, faz algum tempo, focando em uma agenda de processos educativos de diligência em gestores em temas bastante objetivos.

Ela faz isso com mais intensidade nas gestoras que estão em seus primeiros anos de história, direcionando o foco destes para a direção correta. Mas, os temas valem para quem é novo ou velho, grande ou pequeno.

A IAAS! hoje tem mais de 120 clientes, e, faz parte do nosso pacote de GOVERNANÇA, dar apoio aos gestores para estarem bem preparados, e, responder a estas diligências da ANBIMA.

Então conseguimos estabelecer um padrão do que é prioritário, e, como estar bem preparado para ter os processos certos e dar respostas adequadas.

Decidimos resumir aqui, uma “cartilha” com os pilares principais que são abordados pela ANBIMA, e, que devem ser objeto de atenção por gestores.

Se você pretende estabelecer um plano estratégico para ter bons padrões de governança, recomendamos focar nessa agenda (e claro…nos contratando fica mais fácil). O objetivo aqui é traçar orientações de onde você direcionar seus esforços estratégicos, de encontro a visão do supervisor.

À luz do prazo final de implantação da RCVM 175, isso ganha relevância. Mas reforçamos que isto aqui não é novidade, os pontos abaixo são pilares fundamentais que sempre precisaram ser observados por gestores.

Então, o que a ANBIMA pede para ver nas diligências nas gestoras? Vamos ao “check list”:

GOVERNANÇA

  • Organograma da empresa e como funcionam as decisões;
  • Equipe: quem são os profissionais de gestão, controles de certificação, pessoas de “back-up” na área de gestão. Se houver gestão de patrimônio, pedem para verificar certificações e qualificação. O mesmo tema é abordado se você atuar com fundos estruturados;
  • Processo decisório: Como se dá o poder de decisão e/ou veto nos investimentos/desinvestimento dos ativos sob gestão. Processo de decisão, se individual ou colegiado, se há órgãos ou conselhos (e, apresentar evidência do processo, das decisões);
  • Diligência de fornecedores e PLD/FTP no início de relacionamento com: (i) Intermediário; (ii) Distribuidor; (iii) Consultor de Investimento; (iv) Agência de rating; (v) Formador de mercado de classe fechada; (vi) Cogestor da carteira de ativos.

GESTÃO DE RECURSOS

Crédito Privado

  • Lista de tipos de ativos considerados como crédito privado pelos critérios do gestor;
  • Como são realizadas as análises (“pre trade”) para aquisição ativos de Crédito Privado, para cada um dos tipos acima, e apresentação de evidências;
  • Processo de monitoramento dos ativos e emissores.

Questões específicas de FIDCS

  • Como são feitas as análises de “pre-trade” de ativos de crédito privado;
  • Critérios de análise e monitoramento de cedentes e sacados;
  • Como ocorre o processo de seleção e avaliação dos direitos creditórios:

Se os direitos creditórios que compõe a carteira dos Fundos da Instituição passam por análise coletiva ou individualizada;

Se o risco de crédito está sendo retido pelo sacado, cedente ou ambos; e

Exemplo de carteira analítica de cada fundo (caso a Instituição tenha FIDCs com características distintas).

  • Processo de monitoramento dos ativos de crédito privado.

Questões específicas de Ativos Imobiliários

  • Quais dos prestadores de serviços essenciais (Gestor ou Administrador) é o responsável por fazer a Aquisição e Monitoramento dos Ativos imobiliários?
  • Caso o processo esteja sendo desempenhado pelo gestor do fundo, descrever detalhada de como as informações, quanto a essa atividade, é repassada para o administrador do Fundo;
  • Dentro das atribuições do Gestor, como é feito o processo de seleção e análise pré-aquisição e monitoramento. Qual as avaliações são feitas pelo gestor quanto ao bem adquirido e evidências;
  • Caso o processo de análise esteja sendo desempenhado pelo administrador do fundo, como esse fato está sendo divulgado para os cotistas do Fundo.

Questões específicas de FIPs

  • Como se dá o processo decisório para tomada de decisão que culmina no investimento das cias investidas pelos fundos;
  • Documentos onde foram evidenciadas as análises realizadas para os investimentos nas Cias, bem como as respectivas teses de investimentos da Cias;
  • Como é feito o monitoramento das Cias (documentos e evidências);
  • Como a gestora garante o exercício de influência nas Cias pelos fundos (documentos e evidências).

GESTÃO DE LIQUIDEZ

  • Ativos e passivos: Descrição detalhada dos critérios para formação de curvas de ativo e passivo do Fundo;
  • Critérios e controles:

Horizontes e janelas de probabilidade de resgate do passivo com a matriz ANBIMA, “hard” e “soft limits”, testes/cenários de “stress”;

Controles de grau de concentração de cotistas, alocadores e distribuidores e análise do gestor sobre risco de concentração;

Outros parâmetros de liquidez que o gestor entenda adequados para identificação de possível descasamento entre ativo e passivo;

  • Investimentos em fundos fechados: qual tratamento dispensado a estes ativos na carteira do fundo.

RISCO e ENQUADRAMENTO

  • Risco: Verificação da existência dos Relatórios de risco (frequência e métricas adequadas ao tipo de fundo e gestão);
  • Enquadramento: como é realizado o monitoramento periódico desses limites após a aquisição dos ativos, com os devidos alertas (descrição e evidências), especialmente no que diz respeito aos limites de concentração por modalidade/emissor;
  • Pré e pós trade: Como acontece o processo de monitoramento da carteira para fins de enquadramento dos fundos (“pós-trade”), e também enfoque em especial na descrição de todo o processo envolvendo o enquadramento “pre-trade” da Instituição.

OUTRAS ATIVIDADES

Gestão de Patrimônio

  • Modelo de contrato de Gestão de Patrimônio que a Instituição utiliza;
  • Como é feito o processo de análise do perfil do investidor e formulação de Política de Investimento;
  • Como é o acompanhamento e avaliação da aderência do portfólio ao perfil e a política de investimento;
  • Como é o Processo de conheça o seu cliente (KYC).

Carteira Administrada

  • Modelo de contrato de Carteira administrada que a Instituição utiliza;
  • Como é feito o processo de análise do perfil do investidor e formulação de Política de Investimento;
  • Como é o acompanhamento e avaliação da aderência do portfólio ao perfil e a política de investimento;
  • Como é o Processo de conheça o seu cliente (KYC);
  • Como são feitas as análises de “pre-trade” de ativos de crédito privado, bem como monitoramento;
  • Como é feito o Apreçamento das Carteiras Administradas que a Instituição possui (se é interno ou externo):

Caso o processo seja interno, descrição detalhada do procedimento de apreçamento das carteiras

Caso o processo seja externo, como a Instituição garantiu que o prestador de serviço contratado atende a todos os pré-requisitos estabelecidos no Código e evidências que suportem o procedimento descrito.

Gostou? Se sentiu confortável em relação a todos os pontos? Se a ANBIMA bater na sua porta, vai tirar uma nota 10? Se titubeou em responder, sinal de que você precisa conhecer os módulos de serviço da IAAS! e parar de se preocupar quando recebe um e-mail da auto-regulação…

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Com uma sólida experiência acadêmica e profissional, foi pesquisador na Universidade de São Paulo por quase quatro anos, contribuindo significativamente em projetos diversos, além de atuar como docente universitário.

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Participou de projetos que resultaram em aumento de qualidade e produtividade. Conhecimento em: Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos,  zeragem de caixa e provisionamento de despesas, gestão de fundos e carteiras, análise operacional, relatórios financeiros, intermediação no cadastro de FIDC’s, fundos e cotistas, contrato de câmbio, abertura e manutenção de contas PF e PJ, análise de movimentações entre contas e/ou fundos, Processo de Due Diligence, análises quantitativas e qualitativas no Processo de Seleção de Fundos, Lâminas de Perfomance de Fundos e Prospecção e Pós-venda de clientes.

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Formado em Administração na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com mais de 6 anos de experiencia em gestão financeira, desenvolvimento de métodos operacionais, controles internos e gestão de conflitos.

Foi responsável pela tratativa de demandas judiciais emitidas pelo Banco Central/CNJ para as instituições Crefisa Financeira e Banco Crefisa.

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Formada em Administração de empresas pela UNIFECAF, possui também diversas certificações e treinamentos realizados na B3, ANBIMA, BR GOVERNANCE, SEBRAE e SENAC.

Mais de 15 anos de experiência no setor corporativo em diversos segmentos de administração, cadastro, financeiro e controles.

Ricardo Couto

CEO da Direto, uma proptech financeira dos grupos XP e Direcional. Foi sócio de Estruturação da i476 e Diretor de Investimento do Banco Inter, liderando as áreas de Mercado de Capitais, Fundos Imobiliários, Research e Trading.

Professor do IBMEC e da Fundação Dom Cabral, possui graduação em Engenharia Elétrica pela UFMG, MSc International Finance pela University of Westminster (UK) e Doutorado em Estatística pela UFMG.

É membro regular da American Statistical Association, do CFA Institute e da CFA Society Brazil, onde é Membro dos Comitês de Advocacy e Eleitoral.

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